PCP solidários com os trabalhadores da construção civil na Suíça

20070922_manif_suicaA rescisão do contrato colectivo de trabalho, por parte da sociedade dos empreiteiros e construtores  suíços , vai afectar o futuro de cerca de 25 mil portugueses  que trabalham no ramo da construção.  Contra esta decisão, sindicatos e trabalhadores, convocaram um manifestação de protesto, no próximo sábado (22/09/2007), ao inicio da tarde, em Zurique, cidade onde se encontra a sede principal do patronato que contou com uma forte participação de emigrantes portugueses.

A organização do PCP encara com muita preocupação a evolução  dos acontecimentos. Sem contrato colectivo os trabalhadores não serão mais protegidos contra o forte „ dumping“ salarial e social que há muito já se faz sentir. Ficam em causa muitos dos direitos adquididos: garantia de salários mínimos, semana suplumentar de férias, 13 mês de salário,  protecção contra os despedimentos e o seguro de perda de ganhos em caso de doença.

A decisão patronal constitui uma grave ameaça para todos os trabalhadores à qual não é alheia a influência do debate europeu sobre a flexigurança, uma das prioridades da presidência portuguesa.

A organização do PCP na Suíça condena a decisão dos patrões da construção e apela à participação dos emigrantes portugueses na manifestação de sábado e à solidariedade colectiva da comunidade portuguesa na Suíça para com os operários da construção. Durante décadas portugueses ajudaram ao desenvolvimento de muitas empresas, sendo, hoje, considerados como dos melhores operários do sector. Sacrificaram-se nos momentos de crise, nunca voltaram as costas ao trabalho, e ajudaram as empresas a acomular grandes benefícios. No interesse de todos, trabalhadores, sindicatos e patrões é necessário, é urgente, o recomeço das negociações e o fim do conflito.

16/09/2007 

Organismo de Direcção Nacional do PCP na Suíça

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