Emigração e o trabalho precário na Suíça

20081005_ifnasuica4A deputada do PCP no Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo, deslocou-se a Zurique, no dia 5 de Outubro, a convite do comité português do sindicato Unia, tendo participado, na casa do povo de Zurique, numa conferência sobre a emigração e o trabalho precário.
Estas mudanças no mercado de trabalho, com menos direitos e mais desempregados, estão a atirar para a miséria um elevado número de portugueses com autorização de residência fixa na Suíça e para as garras de vários circuitos mafiosos as novas gerações de emigrantes. Como foi referido na reunião, as agências de trabalho temporário e os seus colaboradores em actividade em Portugal, ligados às ditas agências suíças, conduzem milhares de pessoas para deploráveis mecanismos de exploração. 


Ilda Figueiredo recordou que a situação encontrada na Suíça é muito semelhante a modelos de trabalho sem direitos que se estão a desenvolver por toda a Europa e que vão sendo conhecidos, através das denúncias dos trabalhadores e das respectivas organizações sindicais.
No decorrer da sua estadia em Zurique,

Ilda Figueiredo, visitou o Centro Lusitano de Zurique, tendo participado num encontro de alentejanos e, mais tarde, na sede do Sporting Clube de Zurique tendo convivido animadamente com os dirigentes, sócios e jogadores da equipa de futebol, actualmente na terceira liga suíça. Através dos conselheiros das comunidades portugueses, Manuel Beja e São Belo, foi informada sobre alguns dos erros na aplicação do acordo bilateral entre a Suíça e a União Europeia, comprovados com a recente denúncia de expulsão da portuguesa Maria de Fátima Rio de 68 anos de idade, injustamente impedida de viver junto das suas filhas, ambas residentes no Cantão de Luzerna, situação que foi motivo de uma pergunta à Comissão da EU formulada recentemente pela deputada comunista.

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