A JEITO DE BALANÇO

Raul LopesForam intensas e diversificadas as acções de campanha concretizadas na região parisiense com a presença de Raul Lopes, candidato pelo círculo eleitoral da Europa, e pelos activistas da CDU.
O candidato visitou a Associação Cultural Portuguesa de Courbevoie-La Garenne e a Associação Recreativa e Cultural dos Originários de Portugal (ARCOP) de Nanterre, participou igualmente numa distribuição de propaganda na Salle Jean Vilar, em Argenteuil, por ocasião da Gala de Danças Modernas.
Apoiantes da Coligação realizaram também uma distribuição de documentos no Festival de folclore da Associação Convergence 93, de Montreuil.

Nas últimas semanas a CDU tem vindo a promover, quase diariamente, distribuição de propaganda e contactos com os eleitores em locais de grande afluência de portugueses, como é o caso do Consulado Geral de Portugal em Paris e da agência central da Caixa Geral de Depósitos na mesma cidade.

Insistindo na urgência de uma nova política, patriótica e de esquerda, também para as Comunidades portuguesas, em alternativa à dos sucessivos governos do PS, PSD e CDS, o candidato Raul Lopes, tem sublinhado as propostas concretas da CDU que vão ao encontro dos principais problemas que afectam a comunidade portuguesa em França.

Foi do maior interesse, o encontro realizado entre a CDU e responsáveis da Santa Casa da Misericórdia de Paris, que permitiu uma troca de opiniões sobre a situação social da Comunidade portuguesa em França.
Entre outros aspectos, foi referido que cerca de 30% dos Portugueses residentes em França vivem no limite ou abaixo do limiar da pobreza, sendo mais atingidos os reformados e idosos, os jovens (sobretudo os recém-chegados resultantes dos novos fluxos migratórios), os dependentes, as famílias monoparentais, os desempregados e os que ocupam postos de trabalho precários e mal remunerados. Também se constatou que o fenómeno da precariedade, da pobreza e da exclusão social dos Portugueses progride significativamente, sem que, muitas vezes, estes recorram aos mecanismos que a administração francesa coloca ao seu dispor.
Neste encontro a CDU deu a conhecer as suas propostas nestas áreas, designadamente o projecto da criação de um Fundo de Apoio Social permanente para os emigrantes carenciados que garanta, a todos aqueles que vivem em situações de reconhecida carência, uma situação económica com um mínimo de dignidade. Esse fundo seria assegurado, nomeadamente pela transferência anual do Orçamento do Estado correspondente a uma verba não inferior a 25% do imposto que o Estado recebe das contas bancárias dos emigrantes. Segundo a CDU, são estas situações de carência que Portugal tem a obrigação de procurar ajudar a resolver ou, no mínimo, atenuar.
Hoje, a maioria dos portugueses em França já votaram.
A CDU está confiante que, depois de 5 Junho, terá mais força para continuar a luta por um futuro melhor.

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